segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Futebol com Política

O Brasil será a sede da Copa do Mundo de Futebol de 2014.
Um evento grandioso como esse precisa de uma estrutura proporcional ao seu tamanho, tanto que a FIFA exige que o país ofereça uma infra-estrutura capaz de suportar e atender com qualidade a demanda de turistas e, principalmente, ter uma estrutura esportiva de qualidade. Isso significa que o país será beneficiado. Alem do estimulo ao turismo, haverá investimentos em restaurações e construções de obras, não somente no setor esportivo, como também no setor hoteleiro, nos aeroportos e rodovias, no transporte público, na energia, saúde e segurança etc. que beneficiarão o país mesmo após o término do evento. Todo esse investimento também significa geração de empregos e uma série de outros benefícios indiretos.
Segundo o site de notícias G1, será necessário o investimento de quase R$ 80 bilhões para a realização de todas as obras. Isso, se não seguir o modelo do Pan Americano de 2007 que ficou nove vezes mais caro do que o planejado. Então, a pergunta é: Será que o Brasil está preparado financeiramente para abrigar tamanho evento?
Que o Brasil passa por graves problemas e não tem dinheiro sobrando todos os brasileiros estão cansados de saber. Há crises em várias esferas: Desmatamento desenfreado na Amazônia, polícia e forças armadas mal-equipadas, saúde pública sucateada, professores sem formação ou remuneração adequada que resulta numa educação com pouca qualidade, previdência falida, falta de moradia e pouco apoio à população carente. Como se vê, não são apenas os estádios ou os aeroportos que precisam de uma reforma, há aplicações melhores e mais benéficas para a população a serem feitas no país.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o país está preparado para investir e sediar a Copa do Mundo de 2014 "Temos condição de fazer a Copa e queremos mais, queremos as Olimpíadas de 2016. [...] Por que o Brasil não teria condições de fazer uma Copa do Mundo em 2014, quando somos a oitava economia mundial e um país industrialmente importante? '' disse em uma entrevista à Rádio Globo, e também falou que a população é o principal foco de seu governo dizendo que o Estado gasta o que for necessário para facilitar a vida da população antes, durante e depois da Copa.
Ele deveria estar falando das bolsas e programas assistencialistas que distribui por aí e, que até onde se vê, não funciona como uma solução para o fim da miséria, da fome ou da falta de emprego. Somando a esse 'assistencialismo lulista', o carnaval e o futebol, está formada a política brasileira igual à política do 'Pão e Circo' da Roma Antiga, que por sinal falhou. Resta saber se com o Brasil funcionará.
Enfim, tudo aponta que a economia será beneficiada com a entrada de turistas no país, se os gastos com infra-estrutura não saírem do controle. Mas também, é preciso pensar naqueles que não estão preocupados no gramado do estádio de futebol porque estão ocupados procurando emprego, tentando dar uma educação de qualidade a seus filhos, pedindo esmolas, dando um jeito de comprar comida, e sonhando em um dia sair da miséria. É importante lembrar que o Brasil tem uma população, não é feito apenas de futebol.

Um comentário:

  1. Olimpíadas e futebol são gastos desnecessários, eu não acredito que tenha tanto retorno assim não...Não, não. A era Lula melhorou a vida da minha família, coincidência ou não, eu amo o Lula, mesmo não concordando com algumas coisinhas.

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