quarta-feira, 28 de julho de 2010

Asseio

É incrível o que se pode encontrar na cozinha de onde moram cinco meninas. Quarta-feira. 14hs. Duas depois de ter levantado. Nada pra fazer. Vou até a geladeira pegar um pouco de água, a garrafa estava na porta, vazia e, ao seu lado uma jarra com um restinho de leite, acima as prateleiras sujas de tempero de miojo. Na frente muitos potinhos e embalagens com restinhos de alguma coisa, um prato com um creme branco que não faço a mínima ideia do que seja (talvez seja um projeto de chantilly), deixei la, não tive coragem de tocar. Eis que, esquecida ao fundo com uma gota de shoyu na tampa, está uma vasilha alaranjada que, ao primeiro momento pareceu inofensiva, mas quando abri pensei que havia morrido algum animal ali dentro pelo cheiro, depois olhando melhor vi que era apenas cebolinha picada putrefazendo. Putrefatas também estavam três batatinhas e um pimentão. Depois da geladeira mais organizada, os armários pediram minha ajuda e eu não neguei. Pão, muitos pães de vários tamanhos e idades, os mais velhos se caíssem ao chão quebrariam o piso, assim também estavam dois pedaços de bolo que minha tia fez há uns dois meses atrás. Ao contrario das bolachas da Marci que quase derretiam. Mas, o que mais me intrigou foi uma grande bacia com laranjas dentro. Só consegui tirar o verde que o bolor causou, lavando muito, com Bombril. Acho que por alguns meses, não precisamos limpar nem geladeira nem armários, mas o fogão logo pedirá socorro.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Best Seller

Escrever, para mim, é quase uma necessidade. Tenho bilhões de ideias circulando por essa minha cabecinha sem juízo e gosto de concretizá-las. Sei que quando for velhinha vou gostar de me deliciar lendo-as, mergulhada em uma gostosa nostalgia. Então, comecei pensar em escrever um livro. Loucura. Eu sei que, talvez, daqui dois meses nem vou pensar nisso, mas por hora, tenho comigo que vou escrever um que vai ser mais lido do que o da Bruna Surfistinha. Claro que o conteúdo não vai ser tão interessante quanto ao dela, seria mais algo para atingir adolescentes de coração partido, que é sucesso na certa. Talvez um amor platônico e dramático de um lobisomem, já que vampiros têm tanto êxito, mas estão um pouco enfadonhos. Confesso que sou boa em dramas, na verdade, sempre dramatizo mais do que o real, então ficaria fácil prender atenção dos leitores emotivos e curiosos. Porém, gosto de objetividade, então não conseguiria planejar mais do que 10 páginas, nem teria paciência pra mais. Pensando bem, acho que vou deixar essa ideia trabalhosa pra depois da aposentadoria, quando eu estiver com muita dor nas costas, não conseguir sair nos sábados à noite e o fio do crochê ter acabado.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Primeiramente, oi

E então a menina que odiava blogs, aqui está, começando um, na esperança de não desistir na metade do primeiro post! Por que mudou de opinião com relação a blog Mari? Culpa da Dona Parafusos e Nostalgia. Sim, vim morar nessa cidade justamente junto com a dona de um blog incrivelmente bom. Confesso que no começo lia P&N só pra deixar Michele Matos feliz, agora leio porque amo e me divirto muito com os textos dela. Então comecei a ler outros e outros e outros. Eu poderia me contentar apenas em ler, mas não, eu não consigo, preciso fazer parte, sou metida por natureza, quero estar no meio de tudo. Por que o título Bobagem e Conjuntura Mari? Realmente não sei, não achei nada mais legal. Pra falar a verdade achei esse nome bem legal, então ficou assim. Confesso que tinha pensado em varias opções de nomes, mas hoje quando fui fazer, achei todos ridículos e mudei tudo. E é um nome bem propicio, ja que estou certa de que só vou postar conjunturas bobas mesmo. Enfim, oi e ate os próximos posts, se eu não desistir, e você voltar é claro.